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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Retrospectiva MMppv 2011 (Parte Final: 1º Lugar}

Retrospectiva Mmppv: 1º Lugar!!!
Publicado em 11 de maio de 2011.
Plantar árvores, escrever livros e ter filhos!
Todo homem ao longo da vida deveria ter um filho!
Sim o homem, porque a mulher em si já nasce e cresce com este sentimento. É como se fosse uma predestinação a ser mãe. A maioria tem o desejo, ainda que adormecido, esperando o momento certo de tornar-se mãe!

Qual de vocês não falavam com os namoradinhos sobre os nomes que dariam para os filhos?!! Faz parte do crescimento das meninas, da construção da mulher, este sentimento materno. Algumas mídias pregam a existência velada de uma disputa entre carreira e filhos. Como se ambas as coisas não pudessem ocorrer simultaneamente. É concebível que a evolução do mundo nos faça também evoluir. As mulheres, uma vez inseridas no mercado de trabalho, conquistaram seus espaços e alcançaram o destaque merecido. Não há nada de errado em prover-se de uma carreira de sucesso e só então buscar à maternidade. O fato preponderante é que o desejo de ser mãe é real e vivo em todas as mulheres. Digo todas, porque as mulheres que ainda não sentiram este desejo, necessitam de tempo para serem lapidadas, função que a vida se encarrega muito bem de ensinar.

Voltando aos homens, estes sim, precisam descobrir o verdadeiro desejo de ser pai. Quantas histórias de pais e mães adolescentes vemos todos os dias, e na maioria delas sabemos que quem realmente vai arcar com as intempéries de uma gestação indesejada é a mãe, isto quando o jovem pai não some no mundo. E os encontros casuais, aquela transa de carnaval depois de um gole a mais, que gera resultado pra vida toda. Pode-se nunca mais ter notícias do pai, co-partícipe do ato.
O sentimento paterno do homem é pois adquirido após certa fase de nossas vidas. Li recentemente na blogsfera, um post de uma mulher que se descobriu grávida e não sabia como contar ao marido, já que ele era totalmente contra. Num cenário ainda mais comum: A reação de uma mãe em relação a uma gravidez indesejada de uma filha é humanamente mais sensata que a reação de um pai. 
A gente vai aprendendo aos poucos a sentir este desejo. Numa relação, em certo momento, o desejo de ver a alegria pelos corredores, os brinquedos espalhados pelo chão, o abraço inocente, as primeiras palavras, esta vontade nasce e se faz presente. E ao longo de nossas vidas, a gente vai aperfeiçoando este sentimento; o amadurecimento, a estabilidade, o envolvimento da relação e o amor agem de mãos dadas em busca da concretização de ser pai.

Eu acredito numa velha frase, cujo autor nem me lembro mais, que dizia: "todo homem para ser verdadeiramente feliz precisa fazer três coisas na vida:  plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho." Só assim ele poderá dizer que viveu. O clichê é lúdico, mas torna-se real. É preciso começar. 
Plantar árvores em meio a intensa discussão da sobrevivência do meio ambiente, deveria virar lei, tamanha a importância do ato. 
Escrever um livro? Não que seja das tarefas mais fáceis, mas relatar seu dia a dia para a sua família ao chegar em casa, reunidos numa mesa de jantar, já seria um belo começo. Não seriam registros de papel ou eletrônicos, mas seriam momentos inesquecíveis, momentos em que a gente sente que a partilha caminha lado a lado com a união.


E ter um filho! Depois que você aprende e incita o desejo, glofirica-se com as recompensas. Você entende que as noites de sono perdidas, os problemas vividos e as dificuldades próprias de cada fase passam. Que o que fica pra valer é o eterno sentimento de proteção, de acolhimento, de amor e de felicidade. Estes sim, você carrega consigo para onde for, pois você teve um filho e pode gritar ao mundo todo que soube viver.


Abraços Paternos!
Obrigado pela atenção de sempre e continuem com o MMppv no próximo ano!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Retrospectiva MMppv 2011 (Parte 2}

Continuando com a nossa retrospectiva para coroarmos mais um ano que está chegando ao seu final, o MMppv mostra ao longo de 3 post's, e este é o 2º, os textos que tiveram maior repercussão no ano de 2011.


2º Melhor Post do Ano: (Texto que me rendeu o convite para integrar a equipe do Recanto das Mamães Blogueiras).

Dêem as mãos e sigam...



Passeando pelos inúmeros blogs que dissertam sobre a maternidade a gente se depara com histórias incríveis e ao mesmo tempo curiosas. Desde as tentantes que se apegam ao sonho incontido de ser mãe até as mamães acidentais, que não planejaram a gravidez e pairam nesta atmosfera "gravídica" perdidas e confusas. 

As histórias são muitas vezes comoventes. Você se compadece com as tristezas reveladas, talvez como uma forma de buscar superar-se. É o beta que deu negativo. É o aborto que dilacerou seu sonho, por vezes, mais um sonho. É o fato de acontecer com você, justamente com você, o que acontece com apenas 1% das grávidas. São as dúvidas que nos encontram e nos perseguem desde o lúdico positivo. 

Não é provável que a blogsfera, da maneira intensa que se apresenta, que de tão viva em cada blog seja apenas um papo de "comadres maternas" como muitos pensam. Este espaço vai além de um mero post. Ele permite alcançar o mundo. Você troca experiências, vivências verídicas. A percepção de uma mãe ajuda e muito, no aprendizado de muitas outras. Você consegue absorver ideias que muitas vezes sua vizinha de muro não é capaz de esclarecer, mas sua vizinha de blog pode ter alguma coisa pra te contar. Seja o momento da descoberta, do parto ou dos primeiros passos, seja o momento do desfralde, a melhor creche ou o primeiro aniversário. É possível a partir de uma ideia, de um único blog que seja, criar e contagiar a coletividade. A maternidade real é um belo exemplo.

A blogsfera é aberta, é instantânea. Nela nos permitimos ter dúvidas, compartilhamos o novo. Este espaço é real, não só porque é notícia de jornal, mas porque é ponto de encontro de quem realmente interessa.
Veja a interatividade. De lá da Argentina vem histórias apaixonantes, de obstáculos, de humor, de uma outra perspectiva que só faz agregar em sua nova vida, de mãe e de pai. Vimos os papais de primeira viagem, confusos e ao mesmo tempo vibrantes. Vimos também histórias de mães de 3, de 4. E percebemos o quão heróis estes pais se mostram diante da vida. Algumas mamães se reúnem e formam uma rede de apoios, são multifacetas, é a diversidade materna, o coletivo de ideias dentro de um blog só. Fazendo parte deste cenário, como protagonistas no palco, as mamães se sentem mais capazes de buscar a "potencial gestante" que tem dentro delas. 
De tão universal, a blogsfera é capaz de impulsionar também os homens a interagir com mundo materno. Os pais grávidos que buscam compartilhar suas descobertas e efetivamente demonstrar suas percepções.

É incrível como as pessoas se surpreendem por me encontrar por aí em suas páginas, comentando, manifestando minhas dúvidas, torcendo junto... Os papais também podem fazer sua parte, podem ser ativos blogueiros {muitos se consideram estranhos no ninho} falando sobre maternidade. É como eu costumo dizer: É a oportunidade de mostrar um outro olhar, um outro ponto de vista da gestação. O pai é "co-partícipe", tão  responsável quanto a mãe. Pode e deve dividir tudo, medos e sonhos {e contas}. Neste momento único ela não pode ficar conotativamente sozinha. É fundamental que o pai procure entender e compartilhar as dúvidas "gravídicas". Busque, pesquise, aprenda o significado das letras miúdas lá no ultra. Acompanhar de perto uma gravidez não é só dividir a escolha do nome do bebê. Acompanhar é estar presente nas consultas e exames, é interagir, é estimular a discussão sobre o parto, sobre a amamentação, sobre a nova rotina. 

Questione-se: O que é IG? O que é TN? Qual a finalidade de tomar um determinado medicamento? 
É sempre possível buscar as informações e compartilhar. Isto só vai fazer o bem. Seja no desenvolvimento da gestação, seja no envolvimento da relação.


Programe-se: Dia tal, hora tal: CONSULTA PRÉ-NATAL.

Transmita segurança e perceba as inseguranças do momento. 

Converse sempre e sobre tudo: o trabalho, a consulta, o quartinho, o enxoval, o sexo, o parto, a educação...   

Faça parte ATIVAMENTE do que você já é parte. 
Dêem as mãos e sigam...

terça-feira, 7 de junho de 2011

Depressão pós-parto: nós também sofremos





Assim como no caso das mulheres que acabaram de passar pela fase única da gestação, os homens também podem ser acometidos da depressão pós-parto. Embora possa parecer estranho, existe sim a depressão masculina pós-parto. Uma das pesquisas da Universidade de Oxford constatou que 2 meses após o parto cerca de 3,6% dos pais estudados aparentavam sofrer de depressão, com sintomas como ansiedade, mudança de humor, irritabilidade e sensação de falta de esperança. 

A imposição que o pai se incumbe de ser um super-homem e um super marido revela a necessidade de ajustar-se à nova vida. Assumir as responsabilidades de ter um filho no mundo não é tarefa fácil para ninguém. No entanto, assumir medos e receios não é algo muito comum na cabeça dos homens, pois a tendência natural de um homem é ignorar ou não dar importância a pensamentos ou sentimentos que podem revelar esta condição. Um pai que luta para estabelecer um laço emocional com o seu recém-nascido sente-se também desligado da sua mulher e até da vida, seguindo-se a sensação de que não é “merecedor” de ser pai e procurando justificação para este tipo de sentimentos. Ao mesmo tempo, surge uma luta para suprimir todos os sentimentos negativos devido ao embaraço, medo e frustração que lhe provocam.

Um bebê traz novas responsabilidades e a vida dos pais muda de forma arrebatadora. Depois da excitação inicial do parto e da intensa sensação de ser pai, vêm as noites sem dormir, as mudanças no estilo de vida, o sentir que ser pai é para sempre; tudo isto pode ser aterrador e um risco para desenvolver uma depressão pós-parto.
O estudo mostrou que, por sua vez, bebês cujos pais ficaram deprimidos tinham duas vezes mais problemas emocionais e de comportamento na pré-escola. A depressão pós-natal em mães pode afetar a qualidade dos cuidados que os bebês recebem e está associada aos distúrbios no desenvolvimento social, psicológico e físico. Assim da mesma maneira que ocorre com a mulher, o nascimento de um filho pode gerar insegurança no pai devido as modificações na estrutura familiar e então fica um alerta: qualquer sinal de que algo não vai bem com você, não hesite em procurar um especialista. Um em cada dez pais têm depressão pós-parto devido às mesmas causas que atingem uma em cada sete mães. Se a parceira estiver deprimida então, aí é que a probabilidade de depressão pós-parto masculina aumenta.
Homens e mulheres com doenças mentais pré-existentes têm mais risco de desenvolver depressão depois do nascimento dos filhos, mas nos homens isso pode acontecer ainda durante a gravidez, quando o relacionamento começa a mudar. Os homens podem se sentir deixados de lado enquanto suas parceiras viram o centro das atenções.
Tanto mães quanto pais podem se sentir cansados, estressados e culpados como consequência da depressão, mas reagem de forma diferente, o que pode tornar o diagnóstico mais difícil. Os homens ficam bravos e podem passar a beber demais e se envolver em relacionamentos extraconjugais. Já as mulheres ficam tristes.
A saída, segundo especialistas, é procurar terapias variadas, diálogos entre o casal e até massagem para aliviar a tensão. Escrever sobre os seus medos e desafios também podem ser uma solução. Olha aí mais uma funcionalidade da blogsfera materna/paterna no combate a doenças como a depressão. Fiquem atentos, ninguém está livre deste mal.

Abraços Paternos!
Fonte: http://www.cuidardebebe.com
http://demaeparamae.pt/
Fonte Imagem: www.google.imagens.com

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Oração...

Pessoal, achei no pequeno guia prático para mães sem prática este vídeo incrível e gostaria de compartilhar com quem não viu. É incrível, contagiante do início ao fim.  Quem puder veja um pouquinho. Um grupo de jovens que se juntam e cantam numa conjunção de sentimentos que todos acalentamos. Oração! 
Vale a pena ver e ouvir. 


Abraços Paternos!

PS: Mariana, concordo com você, também achei que o vídeo terminava no quarto do bebê!

Fonte Vídeo: www.youtube.com

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Depoimentos {Parte 1}: Sonhos de uma vida!

A blogsfera materna é um espaço aberto para compartilharmos ideias e vivências como eu já disse aqui. É um importante instrumento para abordagem dos mais variados temas, principalmente no âmbito do "universo gravídico".

O MMppv abre este espaço para que outras mamães e papais dêem sua contribuição, seu depoimento pessoal acerca da gestação. Seus medos, sonhos e suas convicções lapidadas ao longo da vida. Um relato fiel e verdadeiro do caminho percorrido neste momento tão especial.

DEPOIMENTO DE ROSALBA VIEGAS, 61 ANOS, ESTUDANTE

SONHOS DE UMA VIDA

Sempre sonhei em ser mãe. Me imaginava cuidando, criando e educando meus filhos. Me casei na década de 60, em meio a ditadura militar, onde àquela época muitas mulheres ainda desempenhavam o papel básico de esposa: casa, comida e filhos {não se assustem, isto era muito comum na minha época}. O casamento veio e com ele as atribuições intrínsecas. Mas faltava o principal: os filhos. O curso natural da vida não me contemplava com filhos. E eu não conseguia entender e nem tampouco aceitar isso. Os recursos daquela época eram muito limitados, a cada mês que a gravidez não vinha, eu me dilacerava, frustrada diante da minha incapacidade de gerar vida. Eu via minhas vizinhas, amigas e irmãs já com três, quatro filhos {sim, naquele tempo os casais ainda tinham mais de dois filhos} e me preconceituava como infértil, como inapta para ser mãe. 

Por muitos anos convivi com esta dor. A compreensão velada do marido não bastava, eu sabia que no íntimo ele me condenava. Afinal, o casamento pedia, implorava por filhos. Tentei de tudo, ou melhor, quase tudo. Os médicos não conseguiam diagnosticar a real fonte da minha infertilidade, foram muitos os relatos científicos, muitos os profissionais consultados e poucas eram as expectativas de sucesso. Até que um dos médicos aventou a possibilidade do marido ser infértil. Era um tema delicado demais para ser tratado, tal qual ainda é atualmente, em lares muito machistas como o meu. Eu não trabalhava, não por falta de vontade ou por enaltecimento da profissão "do lar", eu não trabalhava porque o esposo não permitia. Ele dizia: "Não vejo a necessidade de você trabalhar, nunca lhe faltou nada." E infelizmente eu compactuava, ou melhor, consentia com tamanha arbitrariedade. Como acontece com inúmeras mulheres por aí afora. Tive vontade de estudar e acabei por amordaçar mais este sonho.

Eu não sabia como abordar a possibilidade do marido não ser capaz de produzir vida. Isto era diminuir a capacidade do indivíduo como homem. Era inaceitável para muitos. E no meu caso não fugiu a regra. Quando toquei no assunto, parece que toquei em chagas, tal qual a sua desmedida reação de pavor. Infelizmente ele não compreendeu em vida que negar a possibilidade da infertilidade masculina era negar a nós mesmos o direito de um dia sermos pais. Sinto que tudo teria sido diferente, caso se confirmasse o problema e juntos partíssemos em busca da solução.

Como disse anteriormente, em vida isto não foi possível. Meu marido veio a adoecer subitamente e em seu leito de morte me pediu perdão por todas as privações que vivi ao seu lado e a maior delas, o desejo de ser mãe. Em suas sussurradas e cansadas palavras, ele me confidenciou que assim que desconfiara de sua incapacidade, ainda que contra as suas convicções ultrapassadas, procurou ajuda sem que ninguém soubesse e inevitavelmente havia constatado a sua infertilidade. Confessou-me ainda que desejava adotar um filho, para que nossas vidas fossem plenamente preenchidas. Mas que o tempo não o contemplou com tamanha felicidade, e mesmo tendo vivido uma vida amorosa ao meu lado, ele partiria sem realizar o meu maior sonho.

Abracei-o carinhosamente e o perdi.

Compreendi naquele instante a sua culpa e consenti com o perdão. A partir dali, busquei realizar meus sonhos. Voltei a estudar, debruçando sobre o novo e aprendendo a viver novas etapas. Adotei dois filhos lindos, que hoje preenchem minha vida de amor, felicidade e um sentimento único de família. 

E todas as noites rezo pelo meu marido, meus filhos e agradeço a Deus pelo bem que tem me dado.

Rosalba Viegas



Abraços Paternos!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Estreia no Recanto

Hoje é dia de postagem minha lá no Recanto!
Postagem oficial de estreia no espaço materno mais que reconhecido da blogsfera.
Confiram...

Plantar árvores, escrever livros e ter filhos!


Todo homem, ao longo da vida, deveria ter um filho.

Sim o homem, porque a mulher em si já nasce e cresce com este sentimento. É como se fosse uma predestinação a ser mãe. A maioria tem o desejo, ainda que adormecido, esperando o momento certo de tornar-se mãe! 

Qual de vocês não falavam com os namoradinhos sobre os nomes que dariam para os filhos?!! Faz parte do crescimento das meninas, faz parte da construção da mulher, este sentimento materno... {CONTINUA...}


domingo, 8 de maio de 2011

Mãe...

De onde vem o apoio necessário a cada momento difícil que perpassamos durante a nossa vida... 
De onde vem a força que te mantém de pé e por vezes até caminha por você... 
Quem é que está sempre ao seu lado, mesmo que você esteja errado. Somente pra que não sofra demais com as rasteiras da vida... 
Quem sorri sozinha quando você se mexe dentro da barriga, dando chutes e pontapés pra todo lado...
Quem não vê a hora de você chegar pra te cobrir de carinho e te ninar no aconchego dos braços...
Quem se transforma em leoa pra proteger a sua cria...
Quem tira de si o alimento para que você possa crescer forte e saudável...
Quem te acorda cedinho pra ir para a escola, deixa seu café pronto e sua merendeira arrumada e quando você sai diz: "Te amo!" E sem que você veja, vai embora com o coração apertado te deixando ali, descobrindo e inventando a infância... 
Quem olha sua roupa suja de terra e diz pra si mesma orgulhosa: "Este menino é demais..."
Quem assiste à peça infantil, no qual você é apenas uma árvore, e que mesmo assim, aplaude, sorri e chora de emoção... 
De quem você imagina que puxou o narizinho pontudo...
Quem te mostra o caminho quando você começa a se desviar...
Quem segura sua mão e te leva adiante a cada obstáculo que surge...
Quem não dorme antes de escutar os seus passos chegando em casa tarde da noite...
Quem se contenta com um simples telefonema pra dizer: "Oi!"...
Quem te diz: "Você é capaz!" mesmo sabendo que você não dará conta, mas que isto será fundamental para o seu aprendizado...
Quem te encoraja a ir à luta, mesmo quando você se sente o último dos homens...
Quem te sorri tão fácil, quando você ultrapassa o seu momento mais difícil...
Quem te abraça forte e suplanta sua fraqueza em instantes...
Quem te deu a vida... e passa a vida inteira tentando te dar tudo o que lhe falta...


 Só você Mãe!
Feliz Dia das Mães!

Marcelo Vieira

Fonte Imagem: www.google.images

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Não era pra entender...

Como é difícil tomar uma decisão! 


Qualquer que seja ela, desde que influencie seu dia a dia e sua vida como um todo, o processo {é pois um processo, já que é burocrático e lento} de tomada de decisão tira as rédeas de seu comando. {Análise da decisão!}.

Principalmente se amanhã, ou daqui a 1 ou 10 anos você perceber que tomou a decisão errada. Que podia ter sido diferente, que a sua ingerência foi inconsciente e que um pouco mais de coragem ou esforço teria sido suficiente para por fim a angústia de uma etapa de nossas vidas. {Análise do risco!}.

É como eu costumo pensar: "Nós caminhamos para o horizonte, sempre em frente,  sempre avante!" Mas às vezes o caminho se mostra tortuoso demais e a gente acaba por tropeçar no meio dele. 

Não podemos jamais desanimar, abaixar a cabeça e se sentir derrotado. Por mais cruel que a derrota possa parecer, certamente algo de positivo você extrai dela. Seja um aprendizado, seja uma vivência que agrega, de uma forma que nem imaginamos qual seja, agrega mais um tijolo na construção da escada que te leva para o lúdico horizonte. Pode ser que ao subir um degrau, lá na frente você precise descer dois, mas o aprendizado, este sim, ninguém tira de você. E um pouquinho de vivência aqui, outro bocado ali, quando você junta tudo, vai ver o quão importante foi pra sua vida e como vai te permitir, competentemente, avançar muitos degraus.

O desfecho se mostra presente. Abro mão de um sonho profissional, por outro muito mais importante, paternal. Encerro uma etapa da minha vida para o qual eu muito me dediquei e pela qual fui muito feliz. Fechar as portas certamente não é dizer adeus. Se não sobrevivi ao mercado, se não consegui me manter de pé diante da pujança e maledicência dos meus vizinhos, eu assumo: A culpa foi minha. Estudei com afinco a lei da demanda e da oferta, mas confesso, me dediquei mais à lei da vida. Construí teorias que sustentaram meus sonhos, mas não ergui pontes que permitissem meu progresso {afinal, somos eternos aprendizes} {Análise da falha!}

Me conforto em saber que fiz o que estava ao meu alcance pra que desse certo, que não foi por fraqueza e sim por precaução. Que amortizei o mal momento em busca da estabilidade necessária e inerente a um novo pai de família. Ativo, proativo e engajado em sua nova e desconhecida função de pai. {Análise da Prioridade!}. 

Desde que não fosse provável a recuperação, nada eu podia fazer para reverter o temido processo da tomada de decisão. Posterguei ao máximo, me iludindo ao mínimo. Meu pensamentos estão em guerra, insolentes. No entanto, diante da realidade que vejo, a previsão é 'sabida' já de outros tempos. 

Desço as cortinas, lavo o palco e levanto a cabeça seguindo em busca dos meus valiosos tijolos.

Abraços sinceros! 

PS.: Não era pra entender... são devaneios metafóricos de um pai de primeira viagem!

Fonte Imagem: /www.tsgroup.com.br

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Feliz Páscoa!


Boa noite pessoal, segue abaixo um vídeo falando um pouquinho sobre a Páscoa e o seu real significado.



Feliz Páscoa a todos!

Fonte: www.youtube.com

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Dêem as mãos e sigam...



Passeando pelos inúmeros blogs que dissertam sobre a maternidade a gente se depara com histórias incríveis e ao mesmo tempo curiosas. Desde as tentantes que se apegam ao sonho incontido de ser mãe até as mamães acidentais, que não planejaram a gravidez e pairam nesta atmosfera "gravídica" perdidas e confusas. 

As histórias são muitas vezes comoventes. Você se compadece com as tristezas reveladas, talvez como uma forma de buscar superar-se. É o beta que deu negativo. É o aborto que dilacerou seu sonho, por vezes, mais um sonho. É o fato de acontecer com você, justamente com você, o que acontece com apenas 1% das grávidas. São as dúvidas que nos encontram e nos perseguem desde o lúdico positivo. 

Não é provável que a blogsfera, da maneira intensa que se apresenta, que de tão viva em cada blog seja apenas um papo de "comadres maternas" como muitos pensam. Este espaço vai além de um mero post. Ele permite alcançar o mundo. Você troca experiências, vivências verídicas. A percepção de uma mãe ajuda e muito, no aprendizado de muitas outras. Você consegue absorver ideias que muitas vezes sua vizinha de muro não é capaz de esclarecer, mas sua vizinha de blog pode ter alguma coisa pra te contar. Seja o momento da descoberta, do parto ou dos primeiros passos, seja o momento do desfralde, a melhor creche ou o primeiro aniversário. É possível a partir de uma ideia, de um único blog que seja, criar e contagiar a coletividade. A maternidade real é um belo exemplo.

A blogsfera é aberta, é instantânea. Nela nos permitimos ter dúvidas, compartilhamos o novo. Este espaço é real, não só porque é notícia de jornal, mas porque é ponto de encontro de quem realmente interessa.
Veja a interatividade. De lá da Argentina vem histórias apaixonantes, de obstáculos, de humor, de uma outra perspectiva que só faz agregar em sua nova vida, de mãe e de pai. Vimos os papais de primeira viagem, confusos e ao mesmo tempo vibrantes. Vimos também histórias de mães de 3, de 4. E percebemos o quão heróis estes pais se mostram diante da vida. Algumas mamães se reúnem e formam uma rede de apoios, são multifacetas, é a diversidade materna, o coletivo de ideias dentro de um blog só. Fazendo parte deste cenário, como protagonistas no palco, as mamães se sentem mais capazes de buscar a "potencial gestante" que tem dentro delas. 
De tão universal, a blogsfera é capaz de impulsionar também os homens a interagir com mundo materno. Os pais grávidos que buscam compartilhar suas descobertas e efetivamente demonstrar suas percepções.

É incrível como as pessoas se surpreendem por me encontrar por aí em suas páginas, comentando, manifestando minhas dúvidas, torcendo junto... Os papais também podem fazer sua parte, podem ser ativos blogueiros {muitos se consideram estranhos no ninho} falando sobre maternidade. É como eu costumo dizer: É a oportunidade de mostrar um outro olhar, um outro ponto de vista da gestação. O pai é "co-partícipe", tão  responsável quanto a mãe. Pode e deve dividir tudo, medos e sonhos {e contas}. Neste momento único ela não pode ficar conotativamente sozinha. É fundamental que o pai procure entender e compartilhar as dúvidas "gravídicas". Busque, pesquise, aprenda o significado das letras miúdas lá no ultra. Acompanhar de perto uma gravidez não é só dividir a escolha do nome do bebê. Acompanhar é estar presente nas consultas e exames, é interagir, é estimular a discussão sobre o parto, sobre a amamentação, sobre a nova rotina. 

Questione-se: O que é IG? O que é TN? Qual a finalidade de tomar um determinado medicamento? 
É sempre possível buscar as informações e compartilhar. Isto só vai fazer o bem. Seja no desenvolvimento da gestação, seja no envolvimento da relação.


Programe-se: Dia tal, hora tal: CONSULTA PRÉ-NATAL.

Transmita segurança e perceba as inseguranças do momento. 

Converse sempre e sobre tudo: o trabalho, a consulta, o quartinho, o enxoval, o sexo, o parto, a educação...   

Faça parte ATIVAMENTE do que você já é parte. 
Dêem as mãos e sigam...






sábado, 9 de abril de 2011

Filhos... Você jamais se arrependerá!

Pessoal, passeando pela blogsfera me deparei com este texto incrível e repasso no mmppv para compartilhar com vocês. Vale a pena ler! {respostagem com a devida autorização}


Filhos..


Nós estamos sentadas almoçando quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em começar uma família.




_ Nós estamos fazendo uma pesquisa. Ela diz, meio de brincadeira. 
Você acha que eu deveria ter um bebê?

_ Vai mudar a sua vida. Eu digo cuidadosamente mantendo meu tom neutro.

_ Eu sei. Nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas...



_ Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.



Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar: "E se tivesse sido o MEU FILHO?" Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar.



Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.


Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzi-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de "MÃE" fará com que ela derrube um suflê na sua melhor roupa sem hesitar nem por um instante.


Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade.
Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê.
Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.



Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina. Que não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.

Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme dilema.



Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida, não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.



Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou as estrias se tornarão medalhas de honra.
O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas no bumbum do seu bebê ou que nunca hesita em brincar com a sua filha. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.

Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, com o preconceito e com os motoristas bêbados.



Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.



Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta.
Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro pela primeira vez.



Eu quero que ela prove esta alegria, que de tão real chega a doer. 
O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.



Você jamais se arrependerá! Digo finalmente.



Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados.



Este presente abençoado que é ser MÃE.
***

Autor desconhecido. Repassado por Déia Musso: www.deinhamusso.blogspot.com

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Alô, alô Realengo: Aquele ABRAÇO...




O mundo acordou ontem {07/04/2011} marcado por uma tragédia sem precedentes na história do Brasil. A sociedade brasileira está abalada pelo massacre do Realengo, no Rio de Janeiro.

O que todos se perguntam é o que leva um jovem de 23 anos, com uma vida inteira pela frente, adentrar uma escola, na qual ele já estudou e disparar contra todos a sua volta. Matar crianças inocentes, ferir tantos outros e dilacerar a vida dos pais destas crianças.

Sabe-se que toda a tragédia foi anunciada. Em sua página de relacionamento na internet ele avisou:
_É hoje o dia!”
Da mesma forma que as pessoas comuns planejam um fato em suas vidas, o jovem assassino planejou de maneira psicótica o passo a passo de sua crueldade. Introspectivo, ele arquitetou, ainda não se pode afirmar como, a forma correta de atirar, de recarregar uma arma e com isso chocar o mundo.
Buscando a raiz da motivação para esta tragédia, especula-se que o rapaz sofreu bullying, que fosse esquizofrênico, que fosse um psicótico incrédulo diante do que a vida lhe oferecia. A psicose demonstra uma falta de nexo diante da realidade, uma ruptura com o mundo real. E a discussão gira exatamente em torno disso, a psicose que extrapola os limites do delírio e afeta o mundo real, afetou a vida de muitas pessoas. A brutalidade ficará marcada para sempre no coração destes pais e deste país.

Neste momento difícil, de dor, de lágrimas e despedidas, nos cabe _ enquanto cidadãos do mundo em que vivemos_ solidarizar e voltar nossas reflexões para este triste fato pedindo a compaixão de Deus e desejando conforto e acalento para as famílias desta chacina.

Casos como estes, como da menina Isabela, Eloany, João Pedro e tantos outros... Por certo que chocam a opinião pública e trazem à tona o desejo incontido que cada um tem de viver em paz. Em paz consigo mesmo, com sua família, com seu vizinho... Enfim, em paz com a vida.

E este é o meu desejo para todos: um fim de semana {um mês, um ano, uma vida...} de muita PAZ!
Abraços!!!

quarta-feira, 30 de março de 2011

O pai que quero ser...



De vez em quando a gente para pra pensar nos acontecimentos de nossa vida. As perdas e as vitórias que nos fazem crescer, as dores que nos fortalecem, os aprendizados que nos ajudam a errar menos. Este percurso que percorremos dia a dia, seja via instinto, seja obra do acaso ou destino {dizem, cada um nasce com o seu}, por mais longo que possa parecer, é muitas vezes saboreado sem paixão, sem rubor e até mesmo sem sentido.

A nossa vida é de tal maneira valiosa que aquilo que perpassamos sem o devido aproveitamento, invariavelmente volta em nossos pensamentos para fazer com que a gente se lamente. 

Um pai que não viu o filho crescer, que não correu pra abraçá-lo quando ele deu seus primeiros passos, quando sussurrou suas primeiras palavras e que não recebeu os mais graciosos, ingênuos e sinceros gestos de amor... É bem provável que este pai, "coeteris paribus" {expressão das Ciências Econômicas para justificar um fato que independe dos demais fatores presentes} se lamente todos os dias e por toda a sua vida.

Eu, que de repente me descobri pai de primeira viagem ... ainda não sei bem que pai serei. É a própria vida, as experiências, o aprendizado adquirido, os passos percorridos e os sonhos alimentados é que servirão de pilares para a construção onipresente da figura de pai.

O pai que quero ser é aquele que nasce, cresce, aprende, descobre a vida com a filho. Aquele que sorri com o primeiro "mamãe", que chora com a mínima dor que seja; aquele que não dorme zelando pelo sono ou que não dorme para acompanhar a altivez da filho. O pai que quero ser é aquele que deixa o filho pela primeira vez na escolinha e fica o resto do dia com o coração partido. Que joga bola ou brinca de esconde, não por obrigação, mas por prazer de se fazer mais presente, agradecendo a todo instante o presente recebido.

E quando o futuro chegar, quero olhar para o céu e dizer com orgulho: _ Eu fiz a minha parte. Saboreei dos momentos com paixão, ruborizado e {até} com {excesso de} sentimento. Aprendi muito e junto. Cresci. Descobri. Vivi intensamente...
Tentei incansavelmente construir, no verdadeiro sentido da vida {família}, O PAI QUE QUERO SER.

Marcelo Vieira


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