terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O andador...


Davi já está com quase 5 meses e logo surgiu a discussão acerca do uso ou não do andador. Não há como negar que os pais sonham com o momento em que seus filhos saiam correndo pra lá e pra cá. E o andador antecipa um pouco este momento. A polêmica se dá pelo fato da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) não recomendar o uso do andador. O acessório, apesar das recomendações dos médicos, ainda é usado por cerca de 75% dos bebês entre seis meses e dois anos de idade. E o risco principal são as quedas, evoluindo para casos constantes de traumatismo craniano. Estudos mostram que 70% das crianças que sofreram traumatismos com andadores estavam sob a supervisão de um adulto. “O andador, de fato, dá mais independência aos bebês”, diz Luiza Batista, coordenadora de políticas públicas da ONG Criança Segura. “Mas eles ainda não têm maturidade física e emocional para tanta liberdade.” Outro fator que facilita os acidentes é o fato do peso da cabeça da criança ser desproporcional ao resto do corpo. “Ela pende para frente com facilidade, postura que é potencializada pelo andador”.
A Sociedade Brasileira desaconselha o uso do aparelho porque ele pode atrasar o desenvolvimento psicomotor e cognitivo da criança, fazendo com que ela leve mais tempo para ficar de pé e caminhar sem apoio. Isso sem falar que ele encurta uma etapa importante, o engatinhar. Outro prejuízo diz respeito a atividade física: embora ganhe mais mobilidade, a criança gasta menos energia para alcançar o que lhe interessa. O andador não traz nenhuma contribuição ao desenvolvimento da criança. Esta é a conclusão recente, baseada em diversos estudos. 
Ainda assim, o produto é facilmente encontrado nas lojas. Em alguns países, como o Canadá, a comercialização do andador é proibida e nos Estados Unidos está em vias de regulamentação a lei que proíbe o seu uso. No Brasil, não há legislação que proteja a criança nesse caso. A responsabilidade é somente nossa, dos pais.

Precisamos estar atentos à segurança e saúde de nossos filhos.

Abraços Paternos!

Marcelo Vieira

Fonte: http://revistacrescer.globo.com
www.guiadobebe.com.br

3 comentários:

Prô Cris Chabes disse...

Marcelo já comentei esse post lá no Recanto. Vc sempre nos ensinando
Agradeço as felicitações de aniversário
Que Deus abençõe sua família sempre
Cris Chabes

Pris Scheidegger disse...

Na realidade, isso é controverso. Segundo um estudo que li, não existe problemas no desenvolvimento da criança. Uma fisioterapeuta comprovou que esses problemas que os pediatras dizem existir, não são verdadeiros.
De fato, o que existe é o risco de acidente, visto que, se a criança cair com o andador, ela não terá como se proteger e provavelmente, a cabeça sofrerá maior impacto.
Aqui em casa, decidimos por o Noah no andador aos 7 meses. E foi ótimo. Lógico, que sempre supervisionado, para não haver acidentes. Mas hj, aos 10, Noah está quase andando e de forma alguma, o uso controlado do andador prejudicou seu desenvolvimento. A escolha, portanto, é dos pais, mas por questão de segurança.
Abçs

Genis disse...

Não sou a favor do andador e não aderi à JM.
Cada criança tem seu tempo, essa é a minha opinião!
Bjus.

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