segunda-feira, 2 de maio de 2011

Não era pra entender...

Como é difícil tomar uma decisão! 


Qualquer que seja ela, desde que influencie seu dia a dia e sua vida como um todo, o processo {é pois um processo, já que é burocrático e lento} de tomada de decisão tira as rédeas de seu comando. {Análise da decisão!}.

Principalmente se amanhã, ou daqui a 1 ou 10 anos você perceber que tomou a decisão errada. Que podia ter sido diferente, que a sua ingerência foi inconsciente e que um pouco mais de coragem ou esforço teria sido suficiente para por fim a angústia de uma etapa de nossas vidas. {Análise do risco!}.

É como eu costumo pensar: "Nós caminhamos para o horizonte, sempre em frente,  sempre avante!" Mas às vezes o caminho se mostra tortuoso demais e a gente acaba por tropeçar no meio dele. 

Não podemos jamais desanimar, abaixar a cabeça e se sentir derrotado. Por mais cruel que a derrota possa parecer, certamente algo de positivo você extrai dela. Seja um aprendizado, seja uma vivência que agrega, de uma forma que nem imaginamos qual seja, agrega mais um tijolo na construção da escada que te leva para o lúdico horizonte. Pode ser que ao subir um degrau, lá na frente você precise descer dois, mas o aprendizado, este sim, ninguém tira de você. E um pouquinho de vivência aqui, outro bocado ali, quando você junta tudo, vai ver o quão importante foi pra sua vida e como vai te permitir, competentemente, avançar muitos degraus.

O desfecho se mostra presente. Abro mão de um sonho profissional, por outro muito mais importante, paternal. Encerro uma etapa da minha vida para o qual eu muito me dediquei e pela qual fui muito feliz. Fechar as portas certamente não é dizer adeus. Se não sobrevivi ao mercado, se não consegui me manter de pé diante da pujança e maledicência dos meus vizinhos, eu assumo: A culpa foi minha. Estudei com afinco a lei da demanda e da oferta, mas confesso, me dediquei mais à lei da vida. Construí teorias que sustentaram meus sonhos, mas não ergui pontes que permitissem meu progresso {afinal, somos eternos aprendizes} {Análise da falha!}

Me conforto em saber que fiz o que estava ao meu alcance pra que desse certo, que não foi por fraqueza e sim por precaução. Que amortizei o mal momento em busca da estabilidade necessária e inerente a um novo pai de família. Ativo, proativo e engajado em sua nova e desconhecida função de pai. {Análise da Prioridade!}. 

Desde que não fosse provável a recuperação, nada eu podia fazer para reverter o temido processo da tomada de decisão. Posterguei ao máximo, me iludindo ao mínimo. Meu pensamentos estão em guerra, insolentes. No entanto, diante da realidade que vejo, a previsão é 'sabida' já de outros tempos. 

Desço as cortinas, lavo o palco e levanto a cabeça seguindo em busca dos meus valiosos tijolos.

Abraços sinceros! 

PS.: Não era pra entender... são devaneios metafóricos de um pai de primeira viagem!

Fonte Imagem: /www.tsgroup.com.br

4 comentários:

Anjinho disse...

OI aigo, excelente menssagem.
E mto obrigada pela força e carinho de sempre.
grande abraço!

Genis disse...

Quando chegamos a 'idade adulta' precisamos tomar decisões importantes pra nossa vida e pra vida daqueles que compartilham a caminhada conosco... eu me encontro num momento assim tb... tomar decisões, mudar rumos... mas ainda me sinto insegura pra tal coisa.
Bjs querido. Adoro ler vc!

Lucinalva disse...

Olá abençoado

Linda reflexão, na vida sempre estaremos tomando decisões e o importante é consultar Deus em cada passo. Fica na paz

Marcelo Vieira disse...

Parece que estamos sempre inseguros né? Mas o importante é não deixar de acreditar em nós mesmo e na nossa infinita capacidade de recomeçar.
Abraços

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